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A origem do Branding

O Branding atualmente é uma área estratégica no mundo dos negócios, mas já teve seu significado restrito à criação e ao comércio de gado. A origem do termo Branding vem do inglês Brand (marca), que significa “fazer”, “transformar”, “movimentar” as marcas.

O termo marcar começou a ser utilizado na Idade Média. Marcar o gado para separar os rebanhos, diferenciando o que pertencia a cada dono, foi uma técnica revolucionária que acabava com a confusão caso o gado resolvesse pastar em outros territórios e se misturasse aos demais, afinal, mesmo que o gado fosse todo negro ou marrom, com ou sem manchas, estas cores e formas não conferiam propriedade. O mais interessante neste ato de marcar e separar um produto de outro vem do termo “Vinheta”- do francês “Vignete”. Notório no mundo do cinema e da televisão, se caracteriza por uma abertura que prepara o espectador para o que será visto durante a programação. Entretanto, a utilização desse termo começou lá atrás, com o ato de marcar e separar tipos de vinhos, vinícolas e produtores.

Sem marcações, os vinhos também geravam confusão. Como não dava para separar um produto de outro, surgiu então o costume de cunhar as rolhas de vinhos por volta da idade de Cristo, distinguindo os vinhos de melhor qualidade daqueles de menor valor.

Por muitos séculos deve-se ter tomado vinho trocado, afinal, a cor bordô não era um diferencial para evitar possíveis trocas; somente a prova do produto poderia indicar a composição dele. A partir do ato de calcar desenho nas rolhas, teve início um processo de rápida identificação.

No mundo dos negócios, muitas vezes compramos ou fechamos a compra de algo por aquilo que vemos ou ouvimos falar, mas nunca provamos. Neste processo, quem colabora na articulação do conhecimento e da visibilidade de determinada marca é o Branding. Em vários casos, a cor se transforma em algo tão forte que se torna mais valiosa que o próprio produto. Por exemplo, associamos o vermelho à Ferrari, o azul à Joalheria Thifanny, o laranja em um quadrado ao Banco Itaú. Este é o poder que o Branding tem, o de marcar na cabeça do consumidor determinado produto ou serviço e torná-lo desejável.

Os momentos de interação, tanto bons quanto ruins, são chamados no mundo contemporâneo dos negócios de experiência de marca. No Branding, trabalhamos a marca a partir de um posicionamento, definindo assim qual será a linha de ataque que compõe o “mix” de uma marca.

O reconhecimento é muito importante para os negócios, principalmente levando em consideração a intensa competição que os produtos enfrentam em quase todos os setores do mercado.

O Branding está intrinsecamente relacionado com as estratégias de marketing, que representam técnicas e métodos destinados à potencialização das vendas, principalmente a partir do uso da comunicação. Por este motivo, o Branding e envolve funções de investigação, estratégias, criação de conteúdo, design e, por fim, o gerenciamento estratégico da marca com o intuito de acompanhar as suas “expressões” e otimizar relações com os respectivos públicos-alvo, buscando aumentar não apenas o valor econômico, mas, principalmente, o valor simbólico da  marca na cabeça do consumidor, afinal, uma marca é o que os outros falam sobre ela e não o que ela diz sobre si.

Para definir de forma clara: O Branding transforma a marca em uma pessoa. Tem gente que nunca nos fez nada, mas não vamos com a cara. Outras que mal conhecemos e queremos ter estar perto seja por seu astral, a forma que se veste, o jeito de falar e se comportar. Todas essas características são essenciais para torná-la única e desejável.

 

Marcelo Silvani

Diretor Gera Brand