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INOVAÇÃO: Ameaças ou Oportunidades?

Na última semana de julho, participei do Whow – Festival de Inovação. Hoje, compartilho algumas impressões e reflexões desse incrível evento do qual tive o prazer em participar.

O termo Inovação está nas rodas das conversas dos empresários, educadores e da população como um todo. Nunca se falou tanto disto. Mas o que efetivamente vai impactar na vida das pessoas?

Não precisa ser nenhum guru para entender que do lado negativo aparece uma nova avalanche de pessoas sem qualificação ou vocação transversal (aquele profissional que pode atuar em várias áreas diferentes, desempenhando funções em pesquisa e desenvolvimento de estratégias) engrossando as estatísticas do pessimismo.

 

Repetindo o passado?

Historicamente, isso já aconteceu anteriormente. Quando a Revolução Industrial pairou pelo planeta, as pessoas deixaram a agricultura para trabalhar nas indústrias. Buscando o a melhoria contínua da produção industrial. Com esse fato, muitos desqualificados tecnicamente foram parar nas ruas como desempregados.

E o que vivemos não é diferente, crise econômica, pessoas que não buscaram atualização no ramo profissional ou novas formas de se manter no mercado como profissionais proativos que engrossam as estatísticas de subempregos.

Nos próximos anos, a ocupação que apresentará a maior procura pelas empresas será a de condutor de processos robotizados. Novos processos produtivos, mais ágeis, eficazes e enxutos apontam para este caminho.

Em 2018, numa disputa entre fast foods, uma unidade do Burger King na Califórnia foi apontada como a mais rápida do mundo em atendimento ao cliente. O tempo de atendimento médio foi de 3 minutos e 40 segundos, segundo estudo anual da QSR, revista americana especializada no assunto.

O empresário brasileiro gaúcho Fabio Rezler quer bater esse recorde. Ele está lançando a sua rede de franquias Bionicook, fast-food de pastéis e empanados operado apenas por robôs. Todo o processo de recebimento, preparação e entrega é realizado por um robô articulado. Do pedido à entrega, o atendimento deve ser concluído em apenas 3minutos e 30 segundos. “Um minuto mais rápido que a média de atendimento feito por uma pessoa”, destaca Rezler. A ideia pode ser excelente para eventos e shows ou locais de grande fluxo de pessoas.

 

Futuro da inovação

Aí você se pergunta: e o pessoal para gerenciar e atender a cozinha? O estoque é circulante e a máquina é responsável por repor os alimentos e bebidas nas prateleiras. A intenção de Rezler é que os produtos saiam da fábrica e cheguem à mão do consumidor sem nenhum contato com mãos humanas, tudo muito ágil e preciso porque para ele, hoje, otimizar tempo virou diferencial!

Um novo departamento vem sendo implantado nas médias e grandes empresas, são os “Hubs de Inovação”. Tão importante quanto o jurídico, o contábil e o administrativo, deverão avistar oportunidades que no dia a dia os empresários não conseguem enxergar, como no passado os faróis tinham a função de proteger a nação nas costas marítimas!

Quando as soluções não são desenvolvidas em casa, os especialistas das empresas deverão ir atrás de Startups no mercado para resolver carências pontuais. Daí o surgimento de tantas novas pequenas empresas oferecendo serviços e produtos focados no consumidor. E arrisco dizer que os pequenos empresários deverão se arregimentar para se manterem vivos nos próximos anos de turbulência.

A relação de Dados e Informações X Conversão de estratégias serão os novos ativos das empresas. Um dos pontos que mais recebe investimento é o da coleta de dados. E grande parte disso é feito por meio dos aplicativos, programas de fidelidade e captação de informações. Essa mudança na maneira de enxergar o consumidor faz com que o varejo abra mão – em partes – das tradicionais promoções massivas e passem a atuar de forma customizada.

Isso porque as tecnologias de captação de apuração de dados, permitem criar um histórico robusto do comportamento de compra para oferecer o preço certo para o cliente certo.

 

Lados?

Nunca se teve tanta informação e tanto despreparo profissional, de um lado o governo que nunca se alertou para o fato de que a Inovação é constante, que o futuro não existe, que devemos trabalhar hoje para se manter economicamente vivos no futuro. Do outro lado, o comodismo dos profissionais que se mantiveram no seu estágio inicial de formação.\

Falta garra de um lado, e do outro, a efervescência de uma geração de novas ideias! De que lado você vai ficar?

Bem-vindos ao nosso espaço de reflexão sobre Inovação e novas formas de entender e planejar o futuro nos negócios.

Marcelo Silvani

Quando escolhi o Design como profissão adentrei ao mundo da reengenharia, fenômeno de gestão dos anos 90. Em 2000 foi o início do Design de Serviços, fato este que os profissionais do Design vivem em plenitude. Reengenharia nas empresas poderia ser usada em três situações: - a primeira é quando a empresa está passando por graves problemas, e não tem outra alternativa se não começar de novo; - a segunda é quando a empresa ainda não se encontra em dificuldades, mas é possível prever futuros problemas e evitar passar por obstáculos; - e a terceira situação é quando a empresa tem um ótimo desempenho, e mesmo sem previsões de problemas futuros, opta por passar pelo processo de reengenharia para ganhar mais vantagem competitiva em relação aos concorrentes, e aumentar ainda mais seu desempenho, com a ideia de que ao refazer algo que já é bom, é possível alcançar algo ainda melhor! E é neste sentido que acredito: antever o futuro é hoje a condição de sobrevivência no mundo empresarial competitivo. Pensar em estratégia é pensar o futuro!

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